A violência camuflada em uma cultura de fragmentação


Publicado em: 05 de March de 2018

Categorias:Artigos



A violência camuflada em uma cultura de fragmentação

A maioria de nós, em um momento ou outro (ou o dia todo), reclama da violência, de como <<os outros>> são insensíveis, do egoísmo (dos outros), da falta de gentileza e de solidariedade (dos outros). E na maioria das vezes apenas olhamos para fora como vítimas (do outro), ou como nos sentindo separados de qualquer experiência que esteja acontecendo com os outros, <<com os semelhantes, aceitemos ou não, que como humanidade somos um órgão social único>>. Sofrer ao observar o sofrimento alheio é uma forma de egoísmo, se nada for realizado por aquele que sofre ao testemunhar.

E diante de cúmplices, apenas apresentamos superficiais opiniões, como se estas tivessem algum valor real, ou algum poder de ação para combater a falta de Sabedoria e de Amor vigente.

Estar em uma ilha com pseudo-segurança material e psicológica, não cria para nós um estado estável de Felicidade e de Amor. Mas, ao contrário, isto vai gerando em nós mais medos e um consequente fortalecimento do individualismo. Ou seja, vivemos no automático, ao pensar e agir sem refletir nas consequências de nossas escolhas – não ter consciência da escolha é uma escolha inconsciente. E muitos políticos, executivos e até lideres religiosos vivem assim, em pleno egoísmo, pensando apenas em si mesmo, ou achando que apenas o seu ponto de vista é o único correto.

Todo este processo de fragmentação, é fruto de uma cultura que se apresenta e se mantém fragmentada, e que teve a sua origem na necessidade de buscar evoluir e gerar cada vez mais progresso. É claro que isto teve e tem valor, mas temos que – talvez – reformular algumas formas de se relacionar com o próprio processo evolutivo e produtivo que tem a premissa de crescimento para poucos e acima de qualquer consequência para todos. Desprezando assim os possíveis impactos no social e para o próprio planeta.

Mas, o líder consciente de seu (também) papel social, papel que se apresenta no seu sucesso como empresa e se expressa no sucesso profissional e pessoal, vai buscar – sempre – aprender a flexibilizar os seus velhos paradigmas internos e externos, e a transcender os próprios valores equivocados, abandonando conscientemente os valores negativos que tem como premissa apenas o proveito próprio ou de uma minoria.

A grande ilusão da cultura de fragmentação, do individualismo, é que o sofrimento imposto ao outro não afeta a todos. E as decisões equivocadas – egoístas de hoje – vão afetar com certeza as próximas gerações. O que estamos deixando para os filhos e netos de todos?

Cada vez mais a integração das nossas superficiais e pseudos-diferenças e a soma das distintas capacidades individuais, se mostram eficientes no processo e na necessidade urgente de renovação da forma de pensar e de sentir a respeito de todos e de tudo. E assim buscaremos aprender e a crescer juntos ao contatar novos campos de informações (criatividade e intuição) que não sejam destrutivos. O compartilhar está se tornado fundamental e universal, senão essencial para o bem estar de todos e da futura sobrevivência de todos.

Então, por correta auto-observação e autoconhecimento – Mindfulness Advaita -, tudo do que reclamamos do mundo, é identificado por semelhança e reflexo em nossa mente e transformado internamente através da correta atenção as nossa responsabilidades coletivas e individuais. E pela compreensão de nossa comum unidade social como raça humana, manifestamos a coragem de buscar aprender e saber onde a individualidade – egoísmo em nós mesmos – se torna a nossa forma individual de decidir e de viver, e vamos assim, nos conscientizando de que esta maneira fragmentada e equivocada de nos relacionar, causa no mínimo a perda da possibilidade de buscar fazer a diferença hoje – aqui e agora – neste universo efêmero do egoísmo.

Afinal, a morte é certa para todos, o que vai ficar, é que fará distinção e dará algum valor verdadeiro a nossa momentânea passagem, pois cuidar do legado a ser deixado a todos também é uma forma de Felicidade.

Mindfulness Advaita cuida das próximas gerações ao aprimorar a geração atual.
Eloi campos

 

 

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