Como ficar em paz?


Publicado em: 26 de March de 2017

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Como ficar em paz?

Existe um estado mental onde a mente se estabelece em paz, ficando em silêncio e em quietude diante dos fatos. É o estado de concentração psicológica (estado de observação interna ou externa).

Após a quietude da mente, surge a capacidade de refletir para encontrar as possibilidades reais diante dos eventos cotidianos. E atuar em coerência diante destas possibilidades que a realidade apresenta.

O que impede a manifestação deste estado de paz, é o hábito de pensar de forma constante, caótica e incoerente em relação ao momento presente. Ou seja, a pessoa vive fantasiando ou imaginando a respeito do que acontece. Este fantasiar e imaginar mantém a individualidade existindo (eu, ego), sustentada apenas na própria memória (passado).

A não aceitação da impermanência da vida em todos os aspectos, leva o ser humano a um estado de infelicidade, isto devido a pessoa querer controlar a vida, pois além de não aceitar os fatos como se apresentam, também ocorre a identificação pessoal com tudo e com todos (internamente e externamente). A aceitação da realidade manifestada, não é omissão, mas sim, é agir com precisão por uma eficiente percepção imediata.

O egoísmo para existir na mente, precisa sentir-se separado de todos e o seu campo de existência seja governado pela memória, que mantém as suas pretéritas certezas como sendo as únicas verdadeiras.

É preciso coragem e dedicação para transcender o território do ego. Enquanto existir o sentimento de estar certo e ainda querendo controlar a tudo e todos, ou de estar certo ao manter o próprio sofrimento, o estado superior do coração ficará encoberto e não passará de um ego emocional ou de um ego espiritual.

Para aquele que se identifica com o mundo material (corpo físico ou suas posses), com o intelectual (ideias e crenças) ou com as emoções (sentimentos e paixões), o estado de paz interior é muito difícil de obter. Pois este não aceita a impermanência natural da vida e estará aprisionado no passado (memória), tentando sempre buscar o impossível controle do momento presente e do incerto futuro. E tudo isto é por medo, desejos, preguiça, ignorância…

O mais importante não é a opinião do que é observado, mas sim, de onde parte o observador ao observar o observado. Pois, este ponto inicial de quietude e equanimidade, é fundamental para a a reflexão e a reta ação. Podemos apenas ter o controle do estado interno diante da realidade e jamais teremos o controle do mundo externo.

Ninguém é responsável pela paz ou pela felicidade individual. Apenas cada um pode declarar e se estabelecer na paz interna, chamando para si a responsabilidade em ter uma percepção eficiente da realidade.

Descobrir qual é o estado da mente que nunca se altera é o resultado que promove o estudo e prática do Mindfulness Advaita.

Medite e mude o que for possível mudar em você, o resto vai acompanhar dentro do possível. A manifestação de uma realidade mais organizada e equilibrada ocorrerá pela lei do livre arbítrio e pela lei do Karma e Dharma.

Medite.
Eloi Campos

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