Imaginar ou fantasiar são as bases do conflito


Publicado em: 26 de April de 2017

Categorias:Artigos



Imaginar ou fantasiar são as bases do conflito

Devido ao pouco cuidado e a pouca atenção dada a Si mesmo, a pessoa normalmente vive arrastado pela vida – imaginando ou fantasiando, assim vive reagindo a tudo (vive um sonho acordado, uma ilusão), ou seja, inconscientemente se vive o dia a dia de maneira automática, caótica e sempre correndo atrás das consequências do passado e alimentando as projeções para o futuro (ansiedade, desejos e excesso de materialismo).

Saber e compreender como a mente funciona nos relacionamentos e diante dos acontecimentos, saber a diferença entre reagir e interagir aos fatos (momento presente) pode significar uma mudança enorme de comportamento no dia a dia, uma mudança para melhor. Mas mudar conceitos e hábitos é sempre um desafio enorme.

A mudança de um comportamento, que tem sempre como base de existência os valores mentais e emocionais pretéritos, são naturalmente difíceis de mudar. Podemos ver ao longo da própria história da humanidade, as crenças e valores individuais e coletivos que perduram a séculos: rancores, preconceitos, soberbas, vinganças, etc….

Mesmo sendo para melhor, renovar-se é naturalmente difícil. Difícil, mas é fundamental e necessário para que ocorra uma real mudança no modo individualista de pensar e de sentir.

Mas, não será uma simples troca de teoria filosófica por outra,será preciso mudar os individuais paradigmas internos que não são eficientes por novas formas de perceber a realidade.

Devemos encontrar uma teoria que seja realmente pragmática e construtiva para o bem comum e que possamos estudar e aprender juntos. E conscientemente descobrir como solucionar – juntos – as crises internas dos indivíduos e também as crises externas ou coletivas.

Existem dois momentos comuns que nos levam a auto indagação, que possibilitará uma auto percepção e consequentemente a uma mudança de valores internos  e ao questionamento do que realmente tem valor na vida.

O caminho habitual é pelo inconsciente, é mudar pelo sofrimento, pela dor, ou seja, ocorre algo em nossas vidas que nos obriga a ver a própria vida de forma renovada e a agir através de uma inovação de si mesmo e assim, encontrar novos valores e novas formas de relacionarmos conosco mesmo e com o outro, ou, nada fazer e sucumbir em autodestruição. A dor sempre trás em si uma possibilidade de aprender uma nova lição para a própria vida.

O outro caminho é o de buscar uma nova compreensão da realidade, consciente e por si mesmo. Impulsionado por um anseio interno, por uma inquietude interior em renovar-se  encontrar em si mesmo uma nova visão dos valores internos em relação aos fatos externos e se for preciso, aplicar uma renovação a estes valores através de uma percepção eficiente.

Este caminho pela consciência, é buscar pouco a pouco, inovar-se através de uma correta compreensão da realidade interna e externa a cada dia, e sempre através das responsabilidades e com uma inteligência pacífica, ou seja, buscar agir de forma coerente com a melhor eficiência possível.

Portanto, para uma revisão dos valores e conceitos, vamos buscar compreender o nosso método de estudo e prática para conhecermos a estrutura interna da mente. Descobrir como e de qual maneira comum funciona a mente quando ela está no módulo descontrolado e reagindo a tudo e a todos (pensando e sentido reativamente).

O estado mental caótico é o habitual, tão comum que é considerado o correto e o pior, é considerado por alguns como sendo o único existente, mas este estado mental e emocional é apenas o comum e temos outros estados mais profundos da mente que podem ser acessados, como os estados de: Concentração, Concentração Metafisica e Meditação.

Vamos em frente. Perceba que você sabe que pensa, é claro que sabe. Mas você tem consciência de tudo o que você pensa cotidianamente? De onde surgem os pensamentos e quais são as consequências por este pensar/sentir automaticamente?

Tudo o que você pensa e sente durante o dia, é realmente necessário? A sua mente pensa por hábito e de forma automática e descontrolada? As vezes pensa tendo como estímulo uma emoção, e outras vezes sente tendo como fundamento uma ideia?

Já percebeu em si mesmo ou no outro (já que sempre é mais fácil perceber no outro) certa incoerência entre: pensamentos, sentimentos, palavras e atitudes?

E será que esta incoerência causa danos a vida? Você já se pegou divagando em sua mente e assim estando, se desconectou completamente dos fatos que estavam acontecendo no momento presente e acabou esquecendo-se de sua responsabilidade? E naturalmente teve consequências. Ou seja, nesta ausência de atenção a realidade, pois estava imaginando ou fantasiando, o levou a perder o foco do que é prioritário.

Já se pegou imaginando situações e estas situações na verdade não ocorrerão, não estão ocorrendo e/ou não ocorrerão como você imagina (ou sente)? Mas mesmo assim, você agiu conforme a sua imaginação estava lhe dizendo e consequentemente teve consequências negativas.

Você já se pegou falando coisas desconectadas do tema abordado diante de você? Onde estava sua mente (sua atenção) um instante antes de falar coisas incoerentes com os fatos?

Onde esta seu foco de atenção quando a pessoa diante de você está falando? Enquanto ela fala você está pensando? Se sim, sinto muito, mas você não sabe ouvir.

Essas pequenas perguntas nos facilitam para sermos capazes de identificar alguns movimentos que a mente habitualmente apresenta, estados automáticos de se viver imaginado ou fantasiando de forma reativa a realidade.

Deixamos claro que:

 Pensar não é refletir e tampouco é discernir, refletir e discernir são equilibradas expressões da mente diante da realidade, que possibilitam ter clareza do que esta acontecendo no aqui e agora. O pensar leva sempre implícito a memória (o passado), que se projeta sobre os fatos e este pensar pode estar em coerência ou não com os fatos. Os fatos apenas ocorrem no momento presente e no mundo externo e o pensar e sentir habituais (reativos) sempre estão associados com o passado (memória) e estará acontecendo no mundo interno.

 Imaginar é criar argumentos mentais embasados em conceitos internos (memória, passado) desconectados dos fatos. Imaginar é distinto de refletir, criatividade e de intuir, imaginar parece ter certa coerência, mas não tem, devido ser apenas elementos da memória em movimento na mente, ou seja está pensando ou sentindo o mesmo de sempre.

 Fantasiar é um devaneio interior totalmente desconectado da realidade. É um sonhar acordado onde a mente é carregada pela fantasia, que também é movimento da memória, mas de forma ainda mais caótica que o imaginar.
Então, será que temos alguma outra possibilidade de se relacionar com o cotidiano sem fantasiar ou imaginar?

Estar diante do momento presente, sem reagir pensando/sentindo de forma incoerente, imaginando ou fantasiando é uma possibilidade real para o Mindfulness Advaita.

A correta e neutra observação dentro de seus cânones de conduta interna ou externa, levarão a percepções mais profundas do Ser e da realidade, e assim consequentemente a uma resposta mais precisa e equilibrada diante do cotidiano, dos sucessos e das dificuldades naturais que a vida apresenta.

Identificar o caos é o princípio da busca de uma solução pacifica e eficiente. Pensar com coerência e alinhado aos fatos é a possibilidade de refletir para descobrir novas realidades de agir e de conviver. Encontrando em conjunto as inovadoras soluções coletivas e prosperas para nossa realidade e para as gerações que ainda não nasceram.

Medite o planeta agradece
Eloi Campos

Artigos Recentes


×

RECEBA MATERIAIS EXCLUSIVOS NO WHATSAPP


LIDERANÇA MEDITAÇÃO AVANÇADA MEDITAÇÃO PARA INICIANTES



ENTRE EM CONTATO


SIGA-NOS


PARTICIPE DOS GRUPOS

LOCALIZAÇÃO




Mindfulness Advaita - Todos os direitos reservados


Designed by - Zafre Web & Social Media