Saltando do sofrimento inconsciente para o aprendizado consciente


Publicado em: 01 de October de 2017

Categorias:Artigos



Saltando do sofrimento inconsciente para o aprendizado consciente.

Antes de aprender a meditar vivemos em trevas e conflitos inconscientes, vivemos condicionados a não refletir diante da realidade. Nos relacionamos consigo mesmo e como outro no automático, sem termos uma percepção pacífica dos fatos, sem a correta percepção do que realmente sentimos e pensamos e muito menos das consequências de nossos atos.

Vivemos diariamente, por hábitos e crenças, reagindo a tudo e nada percebendo do nosso mundo interno e pouco importando o mundo externo. O importante nesta situação comum é “o que queremos” e “o que não queremos”.

Nem sabíamos da existência do << eu, do egoísmo >>, mas era este <<egoismo, eu múltiplo >> que governava a nossa mente e as nossas ações. Levando-nos sempre as péssimas e habituais consequências. Mas como culpávamos a qualquer um pelo ocorrido, pouco importava ter uma correta percepção da realidade. Por ignorância, preguiça ou apego as tendências negativas, continuávamos intercalando em << sermos vítimas ou sermos algozes >>.

Assim vivíamos escravos dos sentidos e cegos ao buscarmos sempre novos estímulos. Deleitávamos em beber e a comer em demasia. Amávamos a inércia improdutiva e a lerdeza, cúmplices inconscientes na omissão da preguiça. E era um deleite falar dos outros, isto parecia natural, falar por falar nos faz sentir superiores aos outros, nos alimentava a ilusão de sermos indivíduos especiais (egocentrismo).

Agora meditamos. Aprendemos a observar-nos de forma correta, gentil e pacífica e também a observar o mundo a partir dos mesmos olhos de Amor e de Sabedoria. As tentações naturalmente surgem e imediatamente tornam-se – internamente – em campos de aprendizado e de crescimento. Isto devido a pré-disponibilidade que temos de buscar compreender a realidade interior e exterior.

E assim, a reta ação surge através de uma atenção eficiente e por um pragmático autocontrole a vitória é certa. Ocorre um empoderamento de Si Mesmo diante da realidade.

Então posso concluir que: Antes de meditarmos nosso inferno era um pseudo-paraíso devido ao apego e a ignorância de não sabermos atender com inteligência ao mundo interior e ao mundo exterior. E que de certa forma, alimentávamos o conflito interno e externo.

E agora, tudo se torna uma escola, onde conscientemente, somos os responsáveis por nossa própria vida ao colocarmos a percepção correta ao vivermos no aprender por contínua atenção eficiente. E sabermos que, conscientemente, existimos através da Consciência ao compreendermos e interagirmos com a própria vida.

Por que meditamos mesmo?
Meditamos para encontrar diante da realidade, as expressões da Consciência que são mais profundas e estáveis do que o habitual reativo e condicionado pensar e sentir. E neste caminhar, organizamos a nossa realidade, aprendemos a lidar com esta realidade pela expressão da inteligência, paciência e com a responsabilidade ao que a vida apresenta e solicita.

Medite. Quem em você medita? Quem em você gera conflitos? Qual dos dois é mais verdadeiro em você?
Eloi Campos

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