Ser vítima é uma superficial identidade egóica


Publicado em: 26 de April de 2017

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Ser vítima é uma superficial identidade egóica

Negar a própria responsabilidade e sentir-se ser a vítima da situação ou de alguém, faz parte do dia a dia do latino americano, isto devido a camuflada cultua de ser colonizado (tendências coletivas). Mas também é uma característica humana global, devido a que os papeis de exploradores e de explorados se alternam no tempo do mundo (nossa historia). Os exploradores se sentem no direito de invadir e destruir e os explorados se sentem vitimas.

O sofrimento da vítima vem de sua condição de colocar-se como vítima diante do fato, mas o fato, se ocorre, ocorre no mundo externo e o sofrimento de ser vitima está em seu mundo interno. E ainda, se o fato realmente ocorreu, ocorreu no passado e ali deve ser deixado, mas a vítima não esquece, não quer aprender a compreender e assim a perdoar para libertar-se buscando agir de forma renovada diante da realidade presente que é distinta do passado.

Quem tem mais poder sempre será a vitima, pois esta pode parar o jogo ao decidir deixar de ser vitima e não buscar vingança.

Se não perdoa e não compreende, a vítima sempre vai ser vítima, pois quem liberta a vítima é a própria capacidade da pessoa de perdoar-se e de perdoar ao outro. Podendo assim ter a capacidade de compreender os acontecimentos passados e presentes e só então poderá integrar até as difíceis lições da vida.

Quando a vítima olha para o outro apenas enxerga o culpado e quer vingança – consciente ou não. E quando olha apenas para si, apenas se vê como estando sempre certa em ser a justiceira e mais, acredita ser uma sofredora e tem a certeza de que sofrer é o certo e ainda, acredita que sofre devido ao outro. Então toda vítima é violenta devido estar alinhada com o negativo através da memória e assim corrompe sua própria natureza interior e constantemente atua em agredir-se internamente e externamente.

Muitas vezes a vítima encobre a própria responsabilidade e portanto não questiona-se. Esta cegueira a impede de perdoar-se, aprender, renovar-se e de amar. Apenas segue repetindo o mesmo ciclo de sofrimento padrão e sendo incapaz de aprender e de recriar a sua realidade – vive em ciclos negativos de existência.

O rancor e a raiva da vítima são frutos da decisão equivocada de não abandonar a memória – de não esquecer o trauma assado – e não querer amar e isto lhe dá certa identidade egóica. Mas na compreensão de si mesmo e do mundo que se apresenta por uma percepção eficiente, surge o amor e uma inteligência neutra e nisto desaparece o egoísmo (fim do individualismo).

O ego precisa do passado (memória) para existir como um indivíduo (eu). Por isto a vítima não esquece jamais. O carrasco da vítima na verdade se encontra em sua própria mente, na constante lembrança do que aconteceu e na camuflada busca de vingança se cria o <<vício de sofrer>>. Quando o ciclo se encontra implantado, ele atua sobre a mente por si, por isto a importância da auto-observação e do autocontrole para a organização do cotidiano.

A vítima nunca está olhando para onde está a prioridade, pois olha apenas para o que quer e busca fugir do que não quer. É um estado de medo, dúvida, inveja, covardia e de soberba que encobre a capacidade de agir de forma íntegra e renovada que só é possível se observarmos e agirmos por uma eficiente atenção e pelo correto refletir e ela compreensão da realidade.

A verdadeira essência da pessoa estará além de qualquer rancor ou dor, ser feliz está totalmente ligado a esquecer o passado e a permitir-se seguir o próprio caminho e a permitir também que o outro siga seu caminho.

O trauma está no passado, mas a experiência de ser uma vítima está no momento presente, é preciso perceber que são experiências distintas e separadas no tempo e no espaço.

A libertadora compreensão apenas ocorre se a mente estiver alinhada ao momento presente. O sofrimento de hoje pela lembrança do passado, mantém vivo o ódio pelo pseudo-carrasco e encobre muitas vezes o ainda existente amor (simetria) por aquele chamado hoje de carrasco, pois o Amor sempre sobrevive a destruição no espaço e no tempo. O ser humano surpreende na capacidade de amar e de destruir.

E o ódio que queima e se replica na memória através do pensar e do sentir de forma incoerente ao momento presente, é a simetria do amor, é este ódio que vai corroer a vida deste ser humano que acredita ser uma vítima e assim vai perpetuar o sofrimento presente e futuro. Mas, será o Amor pela entrega e a Sabedoria pela compreensão do Real, que serão as chaves para a liberdade desta ilusão de mútuos sofrimentos.

A lei do karma se aplica para equilibrar os acontecimentos pretéritos e a lei do livre arbítrio nos possibilita aprender a viver através da lei do Dharma.

Medite
Busque Ser a Consciência.
Perdoe, pouco a pouco, mas decida por Si Mesmo agora.

Eloi Campos

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