“O silêncio como necessidade real para uma vida feliz”.


Publicado em: 26 de April de 2017

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“O silêncio como necessidade real para uma vida feliz”.

Em um mundo cheio de rápidas e ultra conexões com milhares de campos de informações simultâneas disponíveis para alimentar os sentidos de qualquer um com qualquer coisa, e sem ao menos reflexionarmos sobre o valor real das informações apresentadas, falar de silêncio e de quietude é quase uma blasfêmia ou uma utopia para muitos, quando não é considerado como algo impossível ou inútil para outros.

Mais do que nunca o silêncio é tão urgente neste mundo superficial, veloz e ruidoso, onde o sistema nervoso central e hormonal humano não conseguem acompanhar e suportar a velocidade e o excesso de fúteis e manipuladoras informações que queira ou não, todos nós somos bombardeados pela maioria das mídias atuais.

Existe a ilusão de que temos de saber sobre todas as notícias, ou melhor, conhecer todas as inúteis informações sociais. As desgraças e banalidades mundiais inundam nossa mente de forma repetitiva e desnecessária, alimentando o medo, a dúvida em si e na humanidade e o preconceito (medo) a todos os que são “diferentes” de nós, e isto em tempo real. Não dá tempo para vivermos o silêncio.

Temos a ilusão que conseguiremos por violência (medo e desejo) a conquista da felicidade que todos almejam. Felicidade que equivocadamente ou de forma manipulada, está associada a busca em possuir, em ter controle, em ter coisas, em ter posições de poder ou de prestígio. Que na realidade não tem nada a ver com a tão almejada felicidade interior, todas estas felicidades associadas ao mundo são apenas sucessos temporários na matéria e no tempo psicológico e assim, detentoras de valores reais duvidosos. Esta busca da felicidade – consciente ou não – tem como base comum (hábitos) no consumo e na constante da busca por estímulos sensórios – excesso de informação inútil.

Então. Será que podemos se realmente feliz? Para  o Mindfulness Advaita será possível sim, se aprendermos a aquietar a mente. E aquietar a mente é desenvolver a capacidade de possuir um adequado controle interior diante da vida. Sem perder-se no abuso de constantes estímulos aos sentidos (excesso de atividade ou de informação) e sem perder-se em dores e em sofrimentos muitas vezes irreais (ansiedades e expectativas).

Aquietar a mente através de um treino adequado (Mindfulness Advaita) levará a pessoa à contemplação dos fatos que ocorrem no momento presente.  Este estado de silêncio que surge e a consequente observação eficiente de si mesmo, levará a uma quietude interior que vai refletir naturalmente no comportamento diário, por compreensões e ações coerentes aos fatos. Ter correta e eficiente atenção e com valores reais, é sinal de inteligência alinhada ao coração através de uma responsabilidade no agir.

Silenciar a mente na visão oriental (Meditação Vedanta Advaita Sesha) é pratica real e possível a qualquer um com capacidade de auto indagação. Esta filosofia, como qualquer ciência, leva através de um método empírico e claro as experiências de quietude, que são identificáveis.

Encontrar uma quietude mental por uma atenção eficiente, é o início de uma possível percepção da vida em sua natural realidade e os relacionamentos se manifestarão através de uma experiência consistente alinhada a realidade das obrigações do dia a dia.

A prática de silêncio interior, que é um estado com a ausência de pensar (prathiahara, concentração interna) torna-se um estado tranquilizador e fortalecedor para todo sistema nervoso central. A quietude interna de autocontemplação é como estar pleno em si mesmo, no aqui e agora.

Encontrando-se estabilizado e em paz interna, em um estado de solidez profunda como a uma montanha (figurativo) e as necessidades e as possibilidades reais se tornam claras – palavras sempre são pobres para definir estados interiores incomuns ao ocidente – e este estado não é o último estado que o ser humano pode chegar, mas, observar de forma correta, estar atento por uma percepção imediata aos fatos, será o inicio do equilíbrio e é superior ao estado caótico e habitual de pensar e do sentir crônico diário.

Descobrir esta capacidade de quietude mental, de silêncio interior diante dos acontecimentos do dia a dia, possibilitará por simetria entre seu interior (pensamentos e emoções) e seu exterior (fatos), a tomada de decisões mais equilibradas e com alto grau de assertividade e de resiliência para o desenvolvimento de lideranças alinhadas em servir ao bem comum no momento presente. E assim prosperarmos juntos com inteligência Real e não mais prosperarmos a qualquer preço e para a ganância desmedida de poucos e destrutiva de muitos.

Ousar questionar o status quo, ou o próprio sofrimento, pode ser o início de se buscar ferramentas inteligentes e sempre alinhadas as suas necessidades físicas, sentimentais, e espirituais no dia a dia, buscar onde e como aprender a agir com sabedoria e amor, se torna uma possibilidade real, se assim for identificado como importante e necessário.

Esta inquietude espiritual natural do ser humano pode ser aplicada em seu dia a dia como uma bussola para as ações cotidianas e demonstra que na realidade a felicidade é um estado interno.

É preciso aprender a meditar para construirmos um mundo melhor para as futuras gerações.

Eloi Campos    

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