Um exercício para aprendermos a nos estabelecer em atenção eficiente diante da realidade.


Publicado em: 04 de November de 2017

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Um exercício para aprendermos a nos estabelecer em atenção eficiente diante da realidade.

Este exercício apresentado é uma prática externa de Meditação Mindfulness Advaita. E buscamos através dele aprender a estabelecer-nos com a mente atenta e em silêncio, apenas disponíveis a solicitação do momento presente. Pois será isto que possibilitará a manifestação da expertise de cada um através do Estado de Concentração que surge devido a sustentação da atenção a realidade.

Mas, antes de praticar é preciso ter a compreensão de que estará fazendo um exercício e devido não ter – naturalmente – a habilidade solicitada, vai encontrar as dificuldades inerentes a própria busca da capacidade de sustentar o compromisso da execução correta do exercício.

Busque praticar com a mente inocente, ou seja, com a mente não reativa e sem pré-conceitos, experimente esta maravilhosa natureza que é a experiência de estar disposto a pesquisar algo novo em si mesmo. Apenas aprendemos aquilo que não sabemos e ainda, apenas aprendemos quando damos a devida atenção ao que atendemos.

Precisamos atender de maneira eficiente a solicitação da realidade, para que seja possível aprender e consequentemente compreender. Quando compreendemos a natureza da realidade, a ação tende a ser eficiente e sem esforço.

Na prática do exercício, a primeira coisa que você vai testemunhar é o hábito que a mente tem diante da realidade. Não pratique buscando o resultado (com desejo), busque manter o compromisso de estabelecer-se na prática do exercício. O exercício em teoria é simples, porém a sua prática é naturalmente complexa devido ao que vai – por si mesmo – testemunhar. Então será preciso um período de tempo para dominá-lo, como tudo na vida.

Sabemos que a mente – habitualmente – após ter entendido qualquer teoria, cria em si mesma a ilusão de já saber, ou seja, torna-se proprietária da informação. Entender não é compreender, pois no entendimento não há qualquer experiência da vivência do entendido. Sem compreensão não teremos a renovação e a coragem necessária para uma eficiente gestão dos valores e das possibilidades de ação, diante de si mesmo e das responsabilidades externas.

O exercício em questão: Aprender a ouvir de forma pacifica

 Coloque a mente conscientemente em módulo de disponibilidade para realmente ouvir a pessoa que esta falando com você, busque o compromisso interno de realmente querer ouvir – quantas vezes quiser praticar durante o dia – busque realmente ouvir totalmente o que o outro fala. Esteja disponível a ouvir o outro até que ele conclua o seu ponto de vista, até que ele conclua a sua fala. A sua vez de falar vai naturalmente surgir. Este exercício também promove a verdadeira humildade por não permitir – com a prática correta – que levemos a situação no pessoal.

Para isto você deve alinhar a sua atenção através do sentido da audição e estar na percepção correta de que ouve a partir da fonte de informação – estar realmente atento ao outro falando a você. Ou seja, você vai sentir que realmente ouve ao outro, se conseguir estabelecer-se neste estado puro de ouvir notará que vai esquecer de si mesmo, pois estará realmente atento e disponível. A base da prática é ter a disponibilidade para ouvir e ter a mente e o coração flexíveis.

Porque consideramos que neste momento o natural é apenas ouvir? Devido a que, quando uma pessoa está falando, o coerente, saudável e o mais simples e eficiente em relação a esta realidade é ouvir. Pois quando no momento presente alguém fala, o equilíbrio que me cabe é o ouvir. O momento de ouvir e o momento de falar se intercalam quando estamos em uma relação inteligente e equilibrada e assim focada na busca do bem comum – juntos.

Mas, muito provavelmente o que você vai perceber, é que ao ouvir algumas palavras proferidas pela pessoa, de imediato surgem em sua mente: opiniões, certezas, criticas ou qualquer outro pensamento e emoção que lhe desconecta da solicitação da realidade do momento presente, ou seja, você vai descobrir que pouco ouve ou até em alguns casos nada ouve. Pois apenas ouve o próprio mundo interno, ouve apenas a própria mente. Gosta muito de ouvir a própria opinião.

Descobrirá, por si mesmo, como é difícil estabelecer-se em uma relação limpa e coerente no simples ato de ouvir. Isto é devido aos hábitos e aos condicionamentos de séculos de desenvolvimento da mente, ao construirmos e idolatrarmos a individualidade – alimentamos diariamente a cultura do egoísmo, do eu, do medo.

Não saber ouvir e consequente concluir de maneira incompleta, é o que causam os conflitos na vida das pessoas e as consequentes perdas e insucessos na manifestação dos resultados a nível pessoal, familiar, profissional e empresarial. E tudo isto afeta o pais.

Então, primeiro será preciso identificar a existência da crise na comunicação – interna e externa – e as naturais dificuldades para renovar a própria mente, a partir dai, geramos o real compromisso para buscarmos alternativas pragmáticas e verdadeiras para manifestarmos transparência na comunicação intrapessoal – em si mesmo – e na comunicação interpessoal – juntos na realidade.

É claro que não é fácil, mas apenas a dificuldade natural do exercício – de ouvir de verdade ao outro – não é motivo suficiente para não aprendermos a ouvir com precisão e eficiência. A primeira lição do exercício é identificar o caos habitual reativo no qual vivemos, interno e externo devido ao descontrole da própria mente.

É preciso aprender a ouvir para aprender a falar, a reta ação e a eficiência se manifestarão na sequência.

Medite
Eloi Campos

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